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UFG inicia nova turma do curso de docência no ensino superior

Qualidade de vida no trabalho foi o primeiro tema discutido no curso

Texto: Kharen Stecca

Fotos: Carlos Siqueira

 

Teve início no dia 30 de agosto mais uma turma do Curso de Docência no Ensino Superior da UFG. A Diretoria de Acompanhamento e Desenvolvimento de Pessoas (DAD) da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Pró-pessoas) é responsável pela organização do evento . Participaram da abertura a vice-reitora da UFG, Sandramara Chaves, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Everton Wirbitzki da Silveira, a Diretora de Administração de Pessoas, Rosângela Nunes Almeida de Castro e o representante do Sindicato dos Docentes da UFG e professor do Instituto de Estudos Socioambientais, João de Deus.

Docência no ensino superior

Rogério Queiroz é professor do Instituto de Matemática e Estatística da UFG e toca flauta transversal

O professor Rogério Queiroz do Instituto de Matemática e Estatística abriu o evento com uma apresentação de flauta transversal. O curso destinado aos professores que ingressaram nos dois últimos semestres na universidade tem duração de 50 horas e é composto de três módulos, um de palestras sobre temas ligados a carreira docente, um de oficinas em que é necessário se inscrever para duas delas e um de atividades culturais onde é preciso participar de, pelo menos, quatro atividades culturais realizadas na UFG.

Docência no ensino superior
Professores que ingressaram nos dois últimos semestres precisam realizar o curso

A professora Rosângela iniciou as falas perguntando se os professores já tem conhecimento de alguns espaços da universidade tais como o Planetário, a Rádio Universitária e o Centro Cultural UFG. “Nossa intenção é ir além da didática e mostrar o que a universidade oferece e envolver os novos professores nessa comunidade”, afirmou.

O professor João de Deus, por sua vez, destacou algumas das ações oferecidas pela Adufg, como pilates, rpg e yoga e atividades culturais que aproximam os professores: “Muitas vezes ficamos presos aos nossos gabinetes e não conhecemos as pessoas que compõem a universidade”, afirma. O pró-reitor Everton Silveira lembrou que a UFG é uma das maiores do país e deu as boas-vindas da instituição aos novos professores. Ele falou da importância da identificação com outras pessoas e da necessidade de integração, tanto que uma das atividades iniciais do curso foi conhecer os demais professores presentes.

Docência no ensino superior
Sandramara Chaves ressaltou a necessidade de saber transformar conhecimento científico em matéria de ensino

A vice-reitora Sandramara Chaves começou o discurso ressaltando que, para além de nossos conhecimentos técnicos e científicos na área, somos professores e, para isso, é necessário outros saberes: “É preciso saber lidar metodologicamente, transformando conhecimento científico em matéria de ensino. Ela ressaltou que nas reuniões realizadas em toda a universidade com gestores, professores, técnicos e estudantes havia algo em comum: “Os professores diziam que o estudante mudou, que não é mais o mesmo e que é difícil a relação entre ambos e os estudantes, por outro lado, reclamavam da falta de mudanças na metodologia de ensino. Por isso resolvemos agir nessa questão e investir em projetos de formação metodológica para os docentes”, explicou. Ela também colocou questões que a gestão está preocupada como a baixa demanda de estudantes em alguns cursos e o alto índice de evasão e que precisam ser pensados junto com os professores. Também destacou o papel da comunidade em lutar pela universidade pública e gratuita diante de um contexto de menores recursos orçamentários e desqualificação do ensino superior público.

Docência no ensino superior
Lívia falou sobre relação do trabalho com a saúde e o bem-estar integral

Saúde e qualidade de vida – Logo após a abertura foi realizada a primeira palestra do curso com o tema “Trabalho com saúde e qualidade de vida na UFG”, ministrada pela psicóloga Lívia Mesquita de Souza do Programa Saudavelmente da Pró-reitoria de Assuntos da Comunidade Universitária (Prae/UFG). Ela, que atende servidores há cerca de 20 anos na UFG falou do quanto o trabalho é central na vida das pessoas e como quanto mais ele se aproxima do nosso ideal do que deve ser, mas nos faz bem. Ela mostrou diversas pesquisas realizadas em instituições de ensino superior que mostram que, no geral, qualidade de vida é uma autopercepção, mas que há sim influência das condições de trabalho. “Quanto mais nosso trabalho auxilia alguém, normalmente maior é o bem-estar que se tem, ou seja, o sentido do trabalho gera bem-estar. Ela também falou das jornadas de trabalho que, frequentemente, invadem o tempo de lazer.

Como alternativas de cuidado ela apresentou projetos realizados na universidade como as aulas de yoga, na Faculdade de Letras e o Ambulatório de práticas integrativas da Faculdade de Enfermagem. Ela finalizou a palestra com uma frase de Christophe Dejours: “O meio mais poderoso de prevenção das patologias mentais no trabalho não depende dos médicos ou dos psicólogos, mas do respeito e da consideração para com os outros, da ajuda mútua, do savoir-vivre, do viver juntos e da solidariedade”.

 

Fonte : Secom UFG

Fonte : SECOM UFG

Categorias : Notícias

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